O fim do ano costuma aumentar o movimento em muitas empresas. No varejo, crescem as vendas e o fluxo de clientes. Na logística, aumentam os pedidos e as entregas. Já as empresas de serviços podem receber mais solicitações ou precisar cobrir afastamentos.
Nesse período, a contratação temporária pode reforçar a equipe. Mas abrir vagas às pressas nem sempre resolve o problema. Antes, é importante prever a demanda, definir as funções e organizar o processo seletivo.
Com planejamento, a empresa reduz improvisos e prepara os profissionais para começar. Neste artigo, veja como organizar a contratação temporária para o fim de ano e quais cuidados considerar.
No trabalho temporário, uma empresa de trabalho temporário contrata o profissional e o coloca à disposição de outra empresa, chamada tomadora de serviços.
Portanto, não se trata apenas de uma contratação direta por pouco tempo. A modalidade envolve uma relação formal entre o trabalhador, a empresa de trabalho temporário e a tomadora.
No Brasil, o trabalho temporário é regulado principalmente pela Lei nº 6.019/1974 e pelo Decreto nº 10.854/2021. A modalidade pode atender a:
Um aumento de atividade no fim do ano pode justificar esse tipo de contratação, conforme o caso. Ainda assim, a empresa deve registrar o motivo da necessidade temporária. Uma demanda permanente não deve ser apresentada como sazonal.
O aumento das vendas pode afetar várias áreas ao mesmo tempo. Além do atendimento, pode haver mais trabalho no estoque, na expedição e no pós-venda.
Por isso, a previsão de vendas, sozinha, pode não ser suficiente. A empresa também precisa identificar quais tarefas vão aumentar e em que período.
Quando a seleção começa muito perto do pico, sobra pouco tempo para contratar e preparar os profissionais. Como resultado, a equipe pode começar sem conhecer a rotina ou os procedimentos básicos.
O planejamento ajuda a definir:
Além disso, permite prever custos com seleção, integração, uniformes e equipamentos, conforme a operação.
Comece pelos dados de temporadas anteriores. Compare vendas, pedidos, atendimentos, entregas, devoluções e horas extras.
Assim, você identifica quando a demanda cresceu e quais áreas foram mais afetadas. No entanto, use o histórico como referência, não como garantia de que o próximo ano será igual.
Também converse com as lideranças e com as equipes que trabalharam nesses períodos. Elas podem apontar problemas que não aparecem nos relatórios, como filas, demora na reposição ou falhas de comunicação entre turnos.
Por fim, considere mudanças recentes. Novas campanhas, horários, produtos ou canais de venda podem alterar a necessidade de pessoal.
Avalie:
Depois de analisar os dados, mapeie as tarefas que devem aumentar. Evite começar com um número genérico de vagas.
Uma loja pode precisar de apoio no caixa, no atendimento, nas vendas ou na reposição. Já um centro de distribuição pode precisar de profissionais para recebimento, separação, embalagem ou expedição.
Em seguida, descreva as atividades de cada função. Separe os requisitos indispensáveis daqueles que podem ser ensinados durante a integração.
Também considere o local e o turno. Vagas noturnas ou em regiões de difícil acesso podem exigir estratégias específicas de recrutamento.
Uma equipe pequena demais pode ficar sobrecarregada. Por outro lado, contratar mais pessoas do que o necessário pode elevar os custos sem melhorar a operação.
Para fazer uma estimativa, compare a demanda prevista com a capacidade atual da equipe. Considere o tempo necessário para cada tarefa, os horários de pico e as atividades que não podem parar.
Além disso, identifique onde está o gargalo. Se o problema estiver na reposição, contratar mais vendedores talvez não ajude. Se os pedidos estiverem parados na expedição, o reforço deve ser direcionado a essa etapa.
Também vale criar cenários de demanda baixa, provável e alta. Dessa forma, os gestores podem se preparar para diferentes situações.
Planeje a partir da data em que os profissionais precisam estar prontos para trabalhar. Antes disso, será necessário divulgar as vagas, selecionar candidatos, formalizar a contratação e organizar a integração.
Um cronograma básico pode incluir:
Defina também os responsáveis e os prazos de cada etapa. Isso ajuda a evitar atrasos e dúvidas entre as áreas envolvidas.
Rapidez e preço são importantes, mas não devem ser os únicos critérios. Verifique se a empresa está registrada para atuar como empresa de trabalho temporário.
Depois, avalie se o fornecedor entende as funções, os locais e os prazos da operação. Alinhe também como serão feitos o recrutamento, o acompanhamento e a comunicação de ocorrências.
Antes de fechar a parceria, confira se os documentos descrevem a justificativa da demanda, o período previsto e as condições da relação. Em caso de dúvida, procure orientação especializada.
A contratação de uma empresa parceira não elimina automaticamente as responsabilidades da tomadora. Por isso, mantenha uma comunicação frequente entre o fornecedor e as lideranças internas.
Uma descrição clara ajuda a atrair candidatos compatíveis e reduz desistências. Informe:
Se a vaga envolver fins de semana, turnos específicos ou deslocamento entre unidades, explique isso desde o início. Evite expressões vagas, como “disponibilidade total”, sem detalhar o que significam.
Também não prometa efetivação como se fosse garantida. Se houver possibilidade de oportunidades futuras, apresente-a apenas como uma possibilidade.
Antes de iniciar as entrevistas, defina os critérios essenciais para cada função. Em uma vaga de atendimento, por exemplo, a comunicação pode ser importante. Em uma função operacional, pode ser necessário avaliar atenção aos procedimentos e disponibilidade para o turno.
Use perguntas relacionadas às tarefas do cargo e informe aos candidatos quais são as etapas e os prazos. Além disso, trate os dados pessoais com cuidado e solicite apenas as informações necessárias para a seleção.
Mesmo por um período curto, o profissional precisa saber o que fazer, como realizar as tarefas e a quem pedir ajuda.
Antes do primeiro dia, confira se estão prontos os itens necessários, como identificação, equipamentos, acessos e escala. Depois, explique os procedimentos, os horários e as regras de segurança.
Uma integração simples pode incluir:
Por fim, confirme se as instruções foram compreendidas. Pedir ao profissional que demonstre uma tarefa pode ajudar a identificar dúvidas antes que elas causem problemas.
O planejamento não deve ficar apenas com o RH. As lideranças precisam saber quando os novos profissionais chegarão, quais tarefas farão e quem será responsável por orientá-los.
Além disso, explique à equipe fixa como as atividades serão divididas. Instruções consistentes ajudam a evitar confusão e tornam a integração mais fácil.
Defina também como comunicar dúvidas, atrasos, ausências ou incidentes. Um canal claro facilita a resolução de problemas.
A demanda real pode ser diferente da previsão. Por isso, acompanhe a operação desde o início e observe indicadores relacionados às atividades, como:
Observe também se os profissionais receberam orientação suficiente e conseguem executar as tarefas. Se uma área continuar sobrecarregada, investigue a causa antes de solicitar mais pessoas. O problema pode estar no processo ou na distribuição dos turnos.
O trabalho temporário exige atenção à justificativa da contratação, aos documentos e aos prazos. A legislação prevê que o contrato com o mesmo empregador pode durar até 180 dias, consecutivos ou não. Se as condições que justificaram a contratação continuarem presentes, pode haver prorrogação por até 90 dias, conforme as regras aplicáveis.
Também existem regras para uma nova contratação do mesmo trabalhador pela mesma tomadora após o período máximo. Por isso, controle as datas e confirme os prazos antes de tomar decisões.
O trabalhador temporário tem direitos previstos em lei, como férias proporcionais acrescidas de um terço, décimo terceiro salário proporcional e FGTS, entre outros aplicáveis. As condições devem ser verificadas conforme a legislação, o contrato e as normas coletivas pertinentes.
A empresa tomadora também deve observar as condições de saúde e segurança no local de trabalho. Isso inclui orientar os profissionais sobre os riscos e os procedimentos relacionados às atividades.
Atenção: este conteúdo é informativo e não substitui uma análise jurídica ou trabalhista. O enquadramento depende das circunstâncias de cada contratação.
Quando o período de maior movimento terminar, compare a previsão com os resultados. Pergunte:
Converse também com as lideranças e, quando apropriado, com os profissionais temporários. Depois, registre os aprendizados e atualize as vagas, os materiais de integração e o cronograma.
Antes de iniciar o processo, confira se:
Planejar a contratação temporária para o fim de ano ajuda a empresa a se preparar para o aumento da demanda. Para isso, analise os dados, identifique as áreas que precisam de apoio e estime a quantidade de profissionais.
Em seguida, organize o cronograma, divulgue vagas claras e prepare a integração. Também acompanhe os resultados e verifique as regras aplicáveis ao trabalho temporário.
Com essas etapas, a contratação deixa de ser uma resposta de última hora. Assim, a equipe pode começar mais preparada e a operação ganha melhores condições para atender os clientes.
Sua empresa está se preparando para o aumento da demanda? Converse com a Betel Serviços para apresentar o cenário da sua operação e avaliar as opções de apoio mais adequadas.